Carlos Cezar
OAB/DF 9.116
Assinar um empréstimo bancário sem analisar todas as condições pode transformar uma solução financeira em uma dívida difícil de administrar. A parcela pode parecer acessível, mas tarifas, seguros, juros, garantias e encargos adicionais podem aumentar significativamente o valor final da contratação.
Por esse motivo, avaliar apenas a taxa de juros anunciada não é suficiente. Antes de contratar, é necessário compreender o Custo Efetivo Total, conferir o valor realmente liberado, calcular o total que será pago e verificar as consequências de um eventual atraso.
Este checklist reúne os principais cuidados que pessoas físicas, empresários, microempresas e empresas de pequeno porte devem adotar antes de assinar qualquer empréstimo bancário. O objetivo é permitir uma decisão mais segura, consciente e compatível com a realidade financeira do contratante.
O contrato de empréstimo estabelece direitos, obrigações, custos e consequências que podem acompanhar o contratante durante vários meses ou anos. Depois da assinatura e da liberação do dinheiro, modificar as condições costuma ser mais difícil.
Uma análise preventiva permite identificar cobranças que não foram explicadas, seguros incluídos no financiamento, garantias excessivas, juros diferentes dos apresentados na proposta e cláusulas que aumentam o risco financeiro.
Essa verificação é ainda mais importante quando o empréstimo será utilizado para capital de giro, pagamento de fornecedores, reorganização de dívidas, compra de equipamentos ou manutenção das atividades de uma empresa.
O contrato não deve ser analisado apenas como uma forma de conseguir dinheiro. Ele deve ser tratado como uma obrigação financeira que afetará o orçamento e o patrimônio do contratante durante todo o prazo acordado.
Antes de assinar, confirme os seguintes pontos:
Caso alguma dessas informações não esteja clara, o ideal é não assinar imediatamente. Solicite a proposta completa, leve o documento para análise e compare as condições com outras instituições.
Para avaliar os riscos jurídicos e financeiros de um contrato bancário antes da assinatura, entre em contato com a Cezar e Cezar Advocacia.
O primeiro passo é determinar exatamente por que o dinheiro será contratado. Um empréstimo sem finalidade definida pode ser utilizado em despesas que não geram retorno e aumentar o risco de inadimplência.
No caso de pessoas físicas, o crédito pode ser destinado à reorganização de dívidas, aquisição de um bem, realização de um projeto ou pagamento de uma despesa inesperada. Para empresas, pode servir para capital de giro, compra de equipamentos, expansão, pagamento de fornecedores ou investimentos.
Trocar uma dívida cara por outra mais barata pode ser uma decisão adequada, desde que o novo contrato tenha custo total inferior. Não basta comparar o valor das parcelas, pois uma prestação menor pode estar associada a um prazo muito maior.
Antes da troca, compare o saldo devedor atual, o valor necessário para a quitação, o CET do novo empréstimo, o prazo e o total que será pago.
Quando o crédito será utilizado na empresa, é necessário estimar se a atividade gerará caixa suficiente para pagar as parcelas. O empréstimo não deve apenas adiar um problema financeiro sem corrigir sua causa.
Também é importante observar que a aplicação do Código de Defesa do Consumidor a contratos empresariais depende das características concretas da relação. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento de que o CDC pode não ser aplicado quando o empréstimo é contratado como insumo para estimular a atividade empresarial.
Essa análise pode ser consultada na página oficial do Superior Tribunal de Justiça sobre empréstimos para capital de giro.
O valor indicado no contrato nem sempre corresponde ao dinheiro que será depositado na conta. Algumas instituições descontam tarifas, impostos, seguros ou outros custos antes da liberação.
Por exemplo, o contrato pode registrar um empréstimo de 50 mil reais, mas liberar apenas 46 mil reais. Mesmo recebendo um valor menor, o contratante pode assumir a obrigação de pagar juros sobre o valor total financiado.
Esses números devem estar claramente informados. Uma diferença relevante entre o valor financiado e o valor líquido exige a identificação de todas as cobranças incluídas.
A taxa de juros é importante, mas não revela sozinha o custo real do empréstimo. Duas instituições podem oferecer a mesma taxa e apresentar valores finais diferentes por causa de tarifas, seguros, tributos e serviços adicionais.
Também é necessário verificar se a taxa informada é mensal ou anual. Uma taxa aparentemente pequena ao mês pode representar um custo expressivo ao longo de vários anos.
A taxa nominal é uma referência utilizada na apresentação da operação. A taxa efetiva demonstra o impacto real da capitalização dos juros durante determinado período.
Por isso, a comparação deve utilizar taxas equivalentes. Não é adequado comparar a taxa mensal de um banco com a taxa anual de outro sem realizar a conversão correspondente.
Na maioria das operações bancárias, os juros incidem de forma composta. Isso significa que o cálculo considera o saldo devedor atualizado durante o contrato.
Quanto maior o prazo, maior pode ser a diferença entre o valor recebido e o total pago. Uma parcela menor nem sempre significa um empréstimo mais barato.
O Custo Efetivo Total, conhecido como CET, reúne os encargos e as despesas da operação de crédito. Ele permite visualizar o custo global do empréstimo e facilita a comparação entre propostas.
Segundo o Banco Central, o CET pode incluir juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas vinculadas à operação. A instituição deve informar esse custo antes da contratação nas operações abrangidas pela regulamentação.
As regras sobre cálculo e informação do CET estão previstas na Resolução CMN 4.881 de 2020.
Um banco pode apresentar juros menores, mas cobrar seguro, tarifa e outras despesas que tornam a operação mais cara. Outro pode oferecer juros um pouco maiores, mas possuir um CET inferior.
Assim, a comparação deve considerar principalmente:
A regulamentação do Conselho Monetário Nacional determina a informação do CET em operações realizadas com pessoas naturais, empresários individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, dentro das condições previstas na norma.
O Banco Central também informa que o cliente pode solicitar o CET à instituição financeira. Mais informações estão disponíveis no glossário oficial do Banco Central.
O valor total do contrato é obtido pela soma das parcelas, da entrada, das tarifas pagas separadamente e de outras despesas obrigatórias. Esse cálculo demonstra quanto o crédito realmente custará.
Considere um empréstimo de 30 mil reais dividido em 48 parcelas de 1.050 reais. O total das prestações será de 50.400 reais, sem considerar eventuais despesas pagas separadamente.
Nesse exemplo, o custo adicional será de 20.400 reais. A análise deve verificar se esse custo é proporcional ao benefício obtido com o dinheiro.
Alongar o prazo reduz a prestação mensal, mas aumenta o período de incidência dos juros. Essa estratégia pode facilitar o pagamento no curto prazo e, ao mesmo tempo, tornar o contrato mais caro.
Antes de escolher o prazo, simule diferentes quantidades de parcelas. Compare o impacto mensal e o valor total de cada opção.
A capacidade de pagamento deve ser calculada com base na renda disponível, e não apenas na renda total. Despesas fixas, impostos, fornecedores, salários, aluguel e outras dívidas precisam ser considerados.
Para empresas, a análise deve incluir períodos de queda no faturamento, sazonalidade e atrasos de clientes. Uma parcela que cabe no orçamento durante meses de maior receita pode se tornar insustentável em períodos de baixa.
Antes da contratação, considere três cenários:
O empréstimo deve permanecer administrável nos três cenários. Caso a operação dependa de uma projeção perfeita de receita, o risco pode ser elevado.
O contrato deve apresentar as tarifas cobradas e explicar a finalidade de cada uma. Nomes genéricos ou cobranças sem descrição suficiente merecem atenção.
Entre os valores que podem aparecer estão tarifa de cadastro, avaliação de garantia, registro de contrato, serviços de terceiros e despesas relacionadas ao bem oferecido em garantia.
A cobrança não deve ser aceita apenas porque aparece impressa no contrato. É importante verificar sua natureza, previsão contratual, regulamentação aplicável e efetiva prestação do serviço.
Alguns empréstimos incluem seguro prestamista, seguro de vida, proteção financeira, assistência e outros serviços. Essas contratações podem aumentar o custo da operação.
O seguro prestamista pode ser utilizado para quitar ou reduzir a dívida em situações previstas na apólice, como morte, invalidez ou perda involuntária de renda. Entretanto, sua utilidade depende das coberturas, exclusões e condições contratadas.
Também é importante verificar se houve liberdade de escolha da seguradora e se a contratação foi apresentada de forma clara. A inclusão automática de produtos não solicitados deve ser questionada.
O empréstimo pode ser garantido por aval, fiança, imóvel, veículo, recebíveis, aplicações financeiras ou outros bens. A garantia reduz o risco do banco, mas aumenta o risco patrimonial do contratante e de terceiros.
Ao assinar como avalista ou fiador, uma pessoa pode assumir responsabilidade pelo pagamento da dívida. Dependendo da estrutura contratual, o banco poderá cobrar diretamente o garantidor em caso de inadimplência.
Antes de assinar, o garantidor deve conhecer o valor total da dívida, o prazo, os encargos, as possibilidades de renovação e as condições para sua liberação.
Na alienação fiduciária, o bem permanece vinculado ao pagamento da dívida. O contratante utiliza o bem, mas a instituição mantém a propriedade fiduciária até a quitação.
O atraso pode permitir procedimentos de retomada e venda do bem, conforme a natureza da garantia e a legislação aplicável. Por isso, oferecer um imóvel ou veículo exige avaliação cuidadosa.
Em empréstimos empresariais, é comum que o banco solicite aval ou fiança dos sócios. Essa exigência pode levar a dívida da empresa ao patrimônio pessoal dos garantidores.
O contrato deve ser analisado para verificar o limite da garantia, a duração, as obrigações abrangidas e a existência de cláusulas que permitam a extensão para outras operações.
O vencimento antecipado permite que o banco considere toda a dívida exigível antes do prazo originalmente previsto. Isso pode ocorrer por atraso, descumprimento de obrigação, redução de garantia ou ocorrência de outros eventos previstos no contrato.
Alguns instrumentos apresentam hipóteses amplas, como alteração societária sem comunicação, protesto, restrição cadastral, encerramento de conta ou inadimplência em outro contrato.
Cláusulas que conectam diferentes contratos podem fazer com que um problema em uma operação afete outras dívidas mantidas na mesma instituição.
O contrato deve informar os encargos aplicáveis em caso de inadimplência. Entre eles podem estar juros de mora, multa, atualização, encargos remuneratórios, despesas de cobrança e honorários, conforme o contrato e a legislação aplicável.
Além do aumento da dívida, o atraso pode provocar negativação, protesto, cobrança judicial, bloqueio de ativos e execução das garantias.
Compreender o cenário de atraso não significa planejar a inadimplência. Significa conhecer o risco máximo assumido antes de contratar.
O sistema de amortização define como o pagamento será dividido entre juros e redução do saldo devedor. Essa informação interfere no valor das parcelas e na velocidade com que a dívida diminui.
No Sistema Price, as parcelas costumam permanecer iguais durante o contrato, salvo atualizações ou condições específicas. No início, uma parte maior da prestação pode ser destinada aos juros.
No Sistema de Amortização Constante, conhecido como SAC, a amortização do principal permanece constante. As parcelas geralmente começam maiores e diminuem ao longo do tempo.
Contratos empresariais podem prever parcelas sazonais, pagamentos intermediários, carência ou prestações vinculadas ao fluxo de caixa. Cada formato deve ser simulado antes da assinatura.
Solicite a planilha de evolução da dívida para visualizar o saldo devedor, os juros e a amortização em cada parcela.
A carência pode parecer vantajosa porque adia o início das parcelas. Contudo, os juros podem continuar incidindo durante esse período e aumentar o saldo devedor.
Antes de aceitar, verifique:
A carência é útil quando existe uma razão econômica concreta para adiar os pagamentos. Ela não deve ser escolhida apenas para reduzir compromissos no início do contrato.
A quitação antecipada pode reduzir os juros correspondentes ao período que ainda não transcorreu. O contratante deve solicitar o saldo atualizado e a memória de cálculo.
O Código de Defesa do Consumidor prevê a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, com redução proporcional dos juros e demais acréscimos, nas relações em que a legislação consumerista seja aplicável.
O texto atualizado pode ser consultado no Código de Defesa do Consumidor.
A portabilidade permite transferir uma operação de crédito para outra instituição que ofereça condições melhores. Ela pode ser utilizada para reduzir juros, diminuir o CET ou reorganizar o prazo da dívida.
Antes de realizar a transferência, compare o saldo devedor, o novo CET, as taxas, o prazo, o sistema de amortização, o valor das parcelas e o total a pagar.
O procedimento e as informações exigidas podem ser consultados na página do Banco Central sobre portabilidade de crédito.
A portabilidade não deve ser confundida com a contratação de um empréstimo adicional. Verifique se o novo banco quitará a operação anterior e se haverá liberação de dinheiro extra.
Caso exista valor adicional, poderá haver uma nova contratação, com aumento da dívida e alteração do prazo.
Não assine apenas a última página. Leia o contrato, os anexos, a proposta, a cédula de crédito, a planilha do CET, o cronograma de pagamento e os documentos das garantias.
O artigo 46 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que os contratos não obrigarão o consumidor quando não houver oportunidade de conhecimento prévio do conteúdo ou quando a redação dificultar a compreensão.
O artigo 47 determina que as cláusulas contratuais sejam interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, quando o CDC for aplicável.
Todos os espaços devem estar preenchidos antes da assinatura. Campos em branco podem gerar divergências posteriores sobre valores, taxas, datas, garantias ou condições.
Pressão para assinatura imediata deve ser vista com cautela. Um contrato de longa duração não deve ser decidido em poucos minutos.
Solicite uma cópia completa e avalie o documento fora do ambiente de negociação. Para uma revisão preventiva, fale com a equipe da Cezar e Cezar Advocacia.
As condições apresentadas pelo gerente, correspondente bancário ou plataforma precisam aparecer no documento final. Uma promessa verbal que não consta no contrato pode ser difícil de comprovar.
Guarde mensagens, propostas, simulações, documentos enviados e comprovantes. Esses registros podem ser importantes caso exista divergência futura.
O correspondente bancário atua na oferta ou encaminhamento de produtos financeiros, mas o contrato deve identificar claramente a instituição responsável pela operação.
Antes de fornecer documentos ou realizar pagamentos, confirme a identidade do intermediário e os canais oficiais do banco.
Não realize pagamentos antecipados sem confirmar a origem e a legitimidade da cobrança. Em caso de suspeita, contate diretamente a instituição por seus canais oficiais.
A contratação de crédito envolve documentos pessoais, dados bancários, informações financeiras, faturamento e documentos societários. Esses dados devem ser compartilhados apenas com instituições e profissionais identificados.
Não envie senha, código de autenticação, token ou acesso completo à conta. A assinatura eletrônica também deve ser realizada em ambiente confiável.
Algumas propostas são acompanhadas de abertura de conta, cartão, seguro, investimento ou pacote de serviços. É necessário verificar se esses produtos são realmente necessários e quais custos geram.
O contratante deve identificar o que pertence ao empréstimo e o que representa um produto separado. Cada serviço deve possuir finalidade, preço e condições claramente informadas.
O contrato pode autorizar o débito das parcelas diretamente na conta. Essa forma de pagamento facilita a quitação, mas exige atenção às regras de movimentação.
Confira se a autorização alcança apenas as parcelas ou também permite utilizar outros recursos mantidos na instituição. Verifique ainda o tratamento dado a saldo de salário, aplicações e limites de crédito.
Não confunda o pagamento da parcela com a utilização automática do limite da conta. O débito que utiliza cheque especial pode gerar uma segunda dívida com juros elevados.
Alguns contratos permitem renovação automática, prorrogação ou renegociação mediante determinadas condições. Essas operações podem modificar taxas, prazo, garantias e saldo devedor.
Antes de aceitar uma renegociação, solicite a separação entre:
Renegociar pode ser necessário, mas não deve ocorrer sem compreender como a dívida anterior foi incorporada ao novo contrato.
O crédito empresarial deve ser analisado em conjunto com o fluxo de caixa, o planejamento tributário, os contratos comerciais e as obrigações trabalhistas. O dinheiro contratado precisa ter finalidade compatível com a capacidade de geração de receita.
O contrato social pode estabelecer limites para a contratação de empréstimos e para a prestação de garantias. Dependendo da estrutura da empresa, pode ser necessária a aprovação de outros sócios.
Evite utilizar crédito pessoal para financiar a empresa sem documentação adequada. A mistura de recursos pode dificultar a gestão financeira e gerar conflitos societários.
Quando o crédito financiar um investimento, estime o retorno líquido e o prazo necessário para recuperar o valor. O custo do empréstimo deve ser comparado com a receita adicional esperada.
Contratos empresariais podem exigir entrega periódica de balanços, manutenção de índices financeiros, contratação de seguros, centralização de recebíveis e comunicação de alterações societárias.
O descumprimento dessas obrigações pode provocar aumento de custos ou vencimento antecipado da dívida.
Após a assinatura, guarde todos os documentos durante todo o contrato e por período suficiente após a quitação.
Crie uma comparação com os mesmos critérios para todas as instituições. Não permita que cada banco destaque apenas o ponto em que sua proposta parece mais vantajosa.
A proposta com a menor parcela não será necessariamente a mais econômica. A melhor comparação considera custo, prazo, risco e impacto patrimonial.
Nas relações submetidas ao Código de Defesa do Consumidor, o contratante possui direito à informação clara, adequada e prévia sobre o produto ou serviço.
O Superior Tribunal de Justiça consolidou na Súmula 297 que o Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras. Entretanto, em contratos empresariais, a aplicação deve ser examinada conforme a finalidade do crédito e as circunstâncias concretas.
A Súmula 297 pode ser consultada na publicação oficial do Superior Tribunal de Justiça.
As taxas, encargos, quantidade de parcelas, valor total, garantias e consequências do atraso devem ser apresentados de forma compreensível.
Quando houver relação de consumo, cláusulas ambíguas podem ser interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor, conforme o artigo 47 do CDC.
Condições que provoquem desequilíbrio excessivo ou imponham obrigações incompatíveis com a boa fé podem ser questionadas, conforme as características do contrato.
Mesmo depois da assinatura, é possível organizar os documentos e verificar se as condições estão sendo cumpridas. Compare os descontos e parcelas com o cronograma contratual.
Solicite extratos periódicos e acompanhe a redução do saldo devedor. Caso existam divergências, registre a solicitação nos canais oficiais do banco.
A análise jurídica deve considerar o tipo de contrato, a finalidade do crédito, a qualidade do contratante, as garantias e a documentação disponível.
A revisão jurídica é recomendável quando o contrato possui valor elevado, garantia imobiliária, aval dos sócios, prazo longo, diversas tarifas ou cláusulas de vencimento antecipado.
Também é importante quando existem divergências entre a proposta e o contrato, dúvidas sobre seguros, obrigações empresariais ou utilização de patrimônio pessoal como garantia.
A advocacia preventiva busca identificar riscos antes que eles provoquem inadimplência, perda patrimonial ou conflito judicial. Para solicitar uma avaliação, entre em contato com a Cezar e Cezar Advocacia Empresarial Preventiva.
Confira o CET, as taxas mensal e anual, o valor líquido liberado, o total a pagar, as tarifas, os seguros, as garantias, o prazo e os encargos de atraso. Também verifique se a parcela cabe no orçamento em períodos de menor renda.
O CET representa o custo global da operação. Ele pode reunir juros, tarifas, tributos, seguros e outras despesas vinculadas ao empréstimo.
Não necessariamente. Uma operação com juros menores pode possuir tarifas e seguros que elevam o custo final. Compare o CET e o valor total a pagar.
Nas operações abrangidas pela Resolução CMN 4.881 de 2020, a instituição deve calcular e informar o CET antes da contratação. A norma alcança pessoas naturais, empresários individuais, microempresas e empresas de pequeno porte nas condições regulamentadas.
Sim. O contratante deve ter oportunidade de conhecer previamente o conteúdo do documento. Não é recomendável assinar sem receber e analisar o contrato completo.
O contrato pode oferecer seguro, mas a contratação precisa ser apresentada de forma clara. O cliente deve conhecer o preço, as coberturas, as exclusões e as condições do produto.
É um seguro destinado ao pagamento total ou parcial da dívida em situações previstas na apólice. As coberturas podem envolver morte, invalidez ou perda involuntária de renda, conforme o contrato.
Sim. Nas relações submetidas ao Código de Defesa do Consumidor, a quitação antecipada deve considerar a redução proporcional dos juros e demais acréscimos correspondentes ao período futuro.
Dependendo da operação, é possível solicitar a portabilidade de crédito. A nova instituição quita a dívida anterior e passa a cobrar as parcelas conforme as condições da nova operação.
Não. A parcela pode ser reduzida pelo aumento do prazo, o que pode elevar significativamente o valor total pago. Compare o prazo, o CET e o custo final.
O atraso pode gerar multa, juros, atualização, negativação, protesto, cobrança judicial e execução de garantias. As consequências exatas dependem do contrato e da legislação aplicável.
A execução da garantia pode ocorrer em caso de inadimplência, seguindo o procedimento aplicável ao tipo de bem e de contrato. Por isso, a oferta de imóvel, veículo ou outro patrimônio deve ser cuidadosamente avaliada.
Sim. O avalista assume responsabilidade pelo pagamento nas condições previstas no título ou contrato. Antes de assinar, ele deve conhecer o valor, o prazo e a extensão da obrigação.
Depende da finalidade e das circunstâncias da contratação. O STJ possui decisões afastando o CDC quando o crédito é utilizado como insumo para a atividade empresarial, como em determinadas operações de capital de giro.
Guarde a proposta, as mensagens e as simulações. Solicite esclarecimento formal ao banco e compare os documentos. Caso a divergência não seja resolvida, procure orientação jurídica.
A negociação pode começar por canais digitais, mas é necessário confirmar a identidade da instituição e do intermediário. Nunca forneça senha, token ou código de autenticação e desconfie de pedidos de pagamento antecipado.
Algumas despesas podem ser incluídas ou descontadas conforme a operação e a regulamentação aplicável. O contrato deve informar cada cobrança, o valor financiado e o montante líquido que será disponibilizado.
Calcule a renda disponível após todas as despesas fixas e dívidas existentes. Considere também uma possível redução de renda, atrasos de clientes ou despesas inesperadas.
A presença de advogado não é obrigatória na contratação comum. Entretanto, a análise preventiva é recomendável em operações de valor elevado, contratos empresariais, garantias patrimoniais e cláusulas complexas.
Antes de assinar um empréstimo bancário, é essencial avaliar muito mais do que o valor da parcela. O contratante deve analisar o CET, o valor líquido recebido, o total a pagar, o prazo, as tarifas, os seguros, as garantias e as consequências da inadimplência.
A proposta deve ser comparada com o contrato final, e todas as promessas relevantes precisam estar documentadas. Também é importante guardar cópias, simulações, mensagens e comprovantes durante toda a operação.
Uma análise preventiva reduz o risco de assumir uma dívida incompatível com a renda, o faturamento ou o patrimônio disponível. A decisão deve ser baseada em informações completas, cálculos realistas e compreensão das obrigações assumidas.
Em operações empresariais ou contratos com garantias relevantes, a revisão jurídica pode identificar riscos que não são percebidos apenas pela leitura do valor das parcelas. Prevenir problemas antes da assinatura costuma ser mais seguro do que discutir as condições depois que o crédito já foi liberado.
Conheça o escritório que transformou a advocacia preventiva em vantagem competitiva para centenas de empresas.
A Advocacia Cezar & Cezar atua em Brasília desde 1989, acumulando mais de 30 anos de experiência na assessoria jurídica empresarial e pessoal, com foco em soluções estratégicas e seguras para seus clientes.
Por meio de uma consultoria jurídica ativa, dedicamos nosso conhecimento à prevenção de riscos empresariais, oferecendo atendimento personalizado por uma equipe multidisciplinar de advogados especializados em diversas áreas do Direito.
Nossa equipe une experiência de gestão e especialização jurídica para entregar soluções completas e personalizadas.
OAB/DF 9.116
OAB/DF 47.929
OAB/DF 77.530
OAB/DF 70.655
OAB/DF 69.247
Encontrar uma cobrança indevida no cartão de crédito pode causar preocupação, principalmente...
Leia maisAs atualizações sobre juros bancários em 2026 exigem atenção de quem utiliza cartão de...
Leia maisAssinar um empréstimo bancário sem analisar todas as condições pode transformar uma solução...
Leia maisOs juros bancários fazem parte de empréstimos, financiamentos, cartões de crédito, cheque...
Leia maisO financiamento facilita a compra de um carro, uma motocicleta ou outro veículo, mas também pode...
Leia maisDescobrir que sua conta bancária foi bloqueada pode causar preocupação, especialmente quando...
Leia mais